Maria Fulô
(Valkyria Nunes)

No meu sertão, onde a seca castiga
Onde lutam pela vida
Existiu uma mulher
Que foi forte, lutadora nordestina
E mesmo sofrida
Sempre esteve de pé

Naquele tempo, não diferente de hoje
Quando a seca aproximava
Do meu sertão sofredor
Os sertanejos para se livrar da fome
Iam pra cidade grande
Mas não, Maria Fulô

No nordeste brasileiro
Tem do tipo mulher macho
Que sofre mas não baixa a guarda
Dizia o rei do cangaço:
Maria se acaba de fome
Mas não deixa o seu reinado

Ê ô Maria, Maria,
Do meu sertão sofredor
Maria, Maria, Maria,
Tens o cheiro de fulô

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