Era no seio da mata perdida
Um anseio uma dor um adeus
De morte os olhos
Cegos dos pássaros
Não voam mais

Feito um rio que chora sozinho
Num lamento de águas feridas
No peito o coração
De tanto tormento
Já nem bate igual

Uma cunha que fabrica
Mais um sentimento da terra
Guardião dos segredos do verde
Só ele sabe
Onde mora o ouro do arco-íris

E quando o sol for dormir no infinito
Cansado de ver menino crescer
Mãe lua do alto
Com medo que o verde morra
Pede à chuva

Pra cantar e ninar natureza
Essencial da vida é a beleza
De flores eternas
De sonhos maternos
Esperando de novo o amanhecer

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