Os dias que passo na vida
São como as folhas que o vento levou
Estes dias da vida ditosa
São memórias que o tempo deixou

Amei uma mulher, era um anjo
Era um anjo a mulher que amei
Mas, enfim, até hoje ainda amo
Só quando morrer deixarei

Este amor eu julguei ser amado
Iludido, enganado eu vivia
Que ilusão tão fagueira e tão doce
Oh! bom Deus ainda mais eu queria

É bem triste saber que ela vive
Gozando os carinhos de outro
Me deixando num triste abandono
Vou sofrendo este amargo desgosto

Enquanto eles vivem felizes
Eu vivo a perambular
Vou afogando esta triste sina
Entre copos nas mesas de um bar

Peço à Deus que me faça ditosa
Peço à Deus que me tire esta vida
Esta vida ralada de angustia
Pela sorte cruel combatida
Esta vida ralada de angustia
Pela sorte cruel combatida

(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)