Casa de adobe coberta com palha seca, no canto uma espingarda
Pra umas nambus caçar
O chão rachado tá quente que tá danado, deixa o povo desolado
Pois não dá para plantar
No cercadinho tem alguma criação
Duas galinhas, um galo, três cabritos e dois saqués
Mas de onde vem a força deste povo
Que jamais desiste e se mantém de pé?
Mas de onde vem a força deste povo
Que jamais desiste e se mantém de pé?

É o amor no peito encravado
Pelo sertão desalmado
Que faz rir e faz chorar
É o amor no peito encravado
Pela pedra e pelo barro
Alma e chão, um só lugar

Quando o céu fecha, sempre é motivo de festa
A chuva cai bem mansinha fazendo a terra cheirar
A enchadinha com um cabo de favela leva os homens pro roçado
Bem antes do sol raiar
A meninada no terreiro está brincando, e a mãe observando
Com os olhos a marejar
Na esperança de enxergar o verde, mais felicidade
Vamos trabalhar
Na esperança de enxergar o verde, mais felicidade
Vamos trabalhar

É o amor no peito encravado
Pelo sertão desalmado
Que faz rir e faz chorar
É o amor no peito encravado
Pela pedra e pelo barro
Alma e chão, um só lugar

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