Unankiê, unankiê, unankiê, ê, ê, hê
Unankiê, unankiê, unankiê, ê, ê, ê, ô, ô, ô
Meu rio chorando de dor
Num clamor quase mudo
Ferido no leito pelo branco invasor
A mata em silêncio reclama
A terra ferida no ventre
Desnudaram teu chão
A cobiça rompeu, no seio da selva
E levaram o ouro que é teu
E o guerreiro da taba sagrada
Guerreiro da tribo Tupy,
Banido da nação
Sai sangrando da grande batalha
Cai ferido no chão, ô, ô, ô
Chora meu povo, chora minha terra
Chora minha nação
Chora o inca, chora ô magoa
Chora parintintin ô, ô, ô
Ianomamy lançaram
Suas flechas e ha !
Ianomamy seu grito de guerra
Explode no ar, hei!
Heia, heia, heia, heia, heia.

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