No domingo de manhã,
Sem querer fui acordada.
Eram a amigas,
Que da praia me chamavam.

Cleidinha não demore,
Ande logo sem moleza,
Aqui tem um rapaz,
Que é seu tipo com certeza.

Eu mais do que depressa,
Engoli o meu café.
Retoquei a maquiagem,
E voando dei no pé.

Quando vi o garoto,
Eu não pude falar.
Era um broto bonito,
Não se pode negar.

Consultei meus botões,
E adocei meu olhar.
Um broto assim serve,
Prá mim namorar.

Muito prazer,
Muito alegre eu sou,
Tenho vinte anos,
Sem amor eu estou.

Um leve sorriso,
O broto me deu,
E disse até logo,
E desapareceu.

Correndo as amigas queriam novidades,
Pensam que menti, contei-lhes a verdade.
O broto não me quiz, disse adeus,
Me desprezou.
Talvez não me quizesse,
Por já um novo amor.

Só sei que em minha vida,
Aprendi uma lição.
Aprendi que o coração,
Não se dá com pretenção.

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