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Esse homem que hoje passa maltrapilho,
Fracassado no seu traje furta-cor,
Um dia já foi homem, teve amigos,
Teve amores, mas nunca teve amor,
Soberano da roleta e da campista,
Foi Sua Majestade. O Jogador !


Vermelho, 27,
Seu dinheiro, mil mulheres conquistou,
Vermelho, 27,
Seu dinheiro, tanta gente alimentou,
Um rio de champanhe,
Sorrindo derramou,
E a sua mocidade,
Em fichas transformou,
Vermelho, 27,
Quando a sorte caprichosa o abandonou,
Vermelho, 27,
Cada amigo num estranho se tornou,
Os ossos do banquete,
Aos cães ele atirou,
A vida, a honra, tudo,
Num lance ele arriscou,
Deu preto, 17,
Nem um cão, entre os amigos encontrou...

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