Serra molhada e o rio serpentiando
Cachoeira murmurando certo dia contemplei,
Quando em criança dividiu-se a minha vida
Com paisagens coloridas nos lugares que passei.
O sol brilhante despontava a trás da serra
Clareando toda a terra, aquecendo a plantação,
Eu que vivia vendo tudo colorido
Hoje vivo dividido pela angústia a solidão!

Não vejo mais gotas de orvalho nas flores
Passarinhos multicores revoando o espaço
Nem o monjolo que batia o ano inteiro
Lá no fundo do mangueiro, na curvinha di riacho.
A saracura no seu capão de tabôa,
Circulava a lagoa desfilando imponente,
Era sinal de que o sol já ia findo
No ponte despedindo roubando o dia da gente.

Surgia a noite e com ela os pirilampos
Enfeitando todo o campo fazendo a noite criança
A lua cheia a distancia iluminava
E o meu gado ruminava deitado na relva mansa
Aquele pé de jasmim lá no terreiro
Que florava o ano inteiro perfumando a imensidão,
Vive pedindo a natureza que volte
Pra que Deus me dê mais sorte e mais amor no coração!

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