Orgulhoso com as conquistas de uns
Desapontado com a vontade de alguns
Que por aí falam aos montes
Mas, incoerência entre as idéias não há pontes
Entre quatro paredes é fácil ser revolto
Vocábulos pesados, meu barulho voa solto
Rouba-lhe o silêncio, na hora exata e talvez
Devolve a alma e conforto por sua vez
Sigo rimando e jejuando o que me cabe
Antes que os ponteros se unam e tudo acabe
Fitando algumas cenas, bem constrangedoras
O andamento quebrando funções motoras
Quem não põe pra fora vive a somatização
Amante da semântica eu libero emoção
Sinto as mãos rachadas
Meu trabalho é inerente
Nunca tem limite no mais alto expoente
Linhas curtas, mensagens subliminares
Eu e o beat sampler chego à risco lineares
Os fragmentos de ideias potencializados
São viciantes como os beats encorpados
Virei poético no caus cotidiano
Só mais um macaco no perímetro urbano
Representando a rima rara veemente
O quarto da parada eu chamo Elo da Corrente
O que você conhece, mas, de outra maneira
O que você fazia mais era de brincadeira
Agora é sério, sério, muito sério
Rap envenenado, a formula não tem mistério

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