Mais perto do coração, bem mais perto do chão.
Algo no fundo me diz que tô num caminho bom.
Se faz necessário criar a cada despertar,
manter-se vivo e sonhar pra sempre mais alto voar.

Mas com os pés no chão, varrendo o terreiro,
a alma em união com o que há de mais verdadeiro.
O amor sagrado, meu sonho é dourado,
tô junto dos meus, sou abençado.

E vou dos olhos do meu filho, às estrelas do ceu.
Tudo que me inspira acaba indo pro papel.
Ser como Waltel, profundo na clareza e na claridade,
profundo na grandeza de sua simplicidade.

Eu desejo de verdade, sigo essa direção.
Mas de olhos fechados pois quem manda é o coração.
Não há razão pra temer pode crê,
trabalho duro, pertence a nós o futuro, diz aê!


Brilha como ouro ou como a luz da manhã,
a hombridade de na música viver a partilha.
Muito próximos do som, se não houver amanhã
que seja honrado mais um sonho dourado dessa família.


Na boca do sol desde o início, beirando o precipício
a face dura na mesma postura e compromisso.
Criando aqui, mirando isso
que alguns desviam, poucos sabiam desse serviço.

Que é para maioria mais um vício acumulado,
me querem num quadrado mas eu quebro paradigmas.
Piso em estigmas dos anos, colecionando manos,
adaptando planos e decifrando enigmas.

A casa forte é o som que toco e te conforta,
descubro-me em acordes menores da vida torta.
A cena segue morta, quem traz ao porto o novo?
Desdobro na história a manifestação do povo.

Fazendo com excelência, pensando no legado.
Mantendo o foco, pouco me lixando pro mercado.
Pois já perdi a paciência...
"acordar primeiro pra realizar o sonho é a ciência."

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