Agora pense nesse rap, como uma parábola,
Nós temos uma só bíblia, porém centenas de linhas teológicas,
Em meio tanto vento de doutrinas,
Pesei em crianças soltando pipa,
As linhas que empinam as pipas, significam as linhas teológicas
Mangai é o nome que agente dá aqui no Rio de Janeiro
Para aquelas pipas que são mau feitas,
Aquelas que rodam, rodam, rodam, e não sai do lugar,
Nós hoje vivemos debaixo de um céu de linhas teológicas,
Que nós chamamos de céu de fetiches
Esse rap, vai explicar o restante da parábola.

Já venderam caneta ungida, fetiche quer,
Pra passar em concurso de sal groso pra ferir
A pouseira pra por no pulso,
Jogaram meu povo avulso, bezerro de ouro ráh,
Fazem tanto movimento e não saíram do lugar?
Quer comprar então vai la que essa fé contamina,
Fede mais, cheira mau quando agente aproxima
Querem me corta na mão porque dou linha na rima,
Minha pipa não vai voa no céu de vento de doutrina,
Quem quiser combater pode vim que já é,
Os profeta do Senhor contra os de lúcifer
Sem caô sem migué, cola aqui só quem é,
Nem encosto já voou meu cerol é de pó de ferro mané,
Vejo um mangai dado de lado, é um pavo,
Cheio de remendo que a minha linha já botou,
Na minha linha esta escrito liberdade no senhor
Tô debicando la de cima e o vento está a meu favor,
Hahah, eu sei que o céu ta cheio, e no céu só tem freguês,
Na lage dos corruptos, púlpitos altivez
Não adianta convidar, esculta vou falar outra vez,
Tem puído de mais nessas linhas de vocês,
Meu cerol o evangelho, minha linha vem do pai,
O vendo sopra pra onde quer, e ninguém sabe pra onde vai
Quando corto nem aparo, só amparo quando cai,
Porque não vou perde meu tempo tentando aparar mangai,
O que vem depois de mim, debica pra corta biçudo,
É melhor vocês abraçar evangelho com conteúdo,
O fetiche que vocês vendem vem com espírito imundo
Eu corto linha com puído, ele corta bambu com tudo.

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