Pra tirar o tutano do forró
Você tem que gastar muita energia
Derrubar a tristeza e dar um nó
Na poeira do pó da poesia
Ser valente que nem foi lampião
Beber água na fonte de luiz
Ajuntar um brasil de dois brasis
Pró debaixo ter vez igual ao de riba
Cabra macho, decente, paraíba
Ser vertente de água no sertão
Meu forró não apela pra nudez
Ainda se veste, não fala pornofonês
Só fala o que preste
Sem maldade, sem malícia, sem apelação
Tem um taco da cultura nordestina
Desse povo forte
Meu forró não desanima
Nunca teme a morte
Tem magia, tem tutano esse meu forró
Pra tirar o tutano do forró
É preciso entender sua magia
Conhecer a lição, saber de cor
Ver a noite querer dar luz ao dia
Percorrer o vazio da imensidão
Ser gerado no ventre da caatinga
Escapar da cilada da mandinga
Enfrentar um sol quente o ano inteiro
De gibão de vestir pra ser vaqueiro
Ser riacho correndo pelo chão

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