Dia do julgamento


A Lua bela sorri.
Ela sorri em uma noite silenciosa.
Mais uma vez eu sussurrei
O seu nome...

Sobre os vidros que se espalham
O gélido vendo dança.
Eu esperarei pelo seu retorno,
Antes de cair no sono...

Minha voz a clamar se vibra.
Abraçando o seu pecado imperdoável...

Sonhei com você.
Um sonho que não irei me despertar.
Debruçada no parapeito,
Fui abraçada pela Lua delicadamente...

Sua voz a clamar é interrompido.
O meu pecado imperdoável continuará...
O seu peito, os seus braços, a sua voz...
Eu cheguei a amar tudo isso
Com todo amor, com loucura.
Várias e várias vezes te abracei e te destruí...

Agora te alcança?
A voz carinhosa dele.
Você consegue ver?
Esses braços tingidos de vermelho...

Enquanto treme, apago a última voz.
Chorando pelo nosso pecado imperdoável.
O efêmero sonho, o triste sonho, o melancólico sonho irá anunciar o fim para se tornarem em

Carinhoso, amável sonho.
Como naquele dia, com naquela época...