Quantos empregados na fazenda,
Quantos jornaleiros de meu pai
vivem numa fartura tremenda,
comendo o pão que do céu lhes cai.

Olhem para mim, estou morrendo,
não sei mais no que me transformei.
Vejam o que este porco está comendo;
estou farto deste lixo...

Levantar-me-ei
E direi: pai, eu pequei
contra o céu e contra ti.
Já não pareço teu filho,
toda minha herança perdi.

Quem sabe o pai me receba
[...].
Mesmo que nem isso eu mereça,
já será melhor que morrer aqui.

Quantos empregados na fazenda,
Quantos jornaleiros de meu pai...

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