Quem é neste mundo que não tem saudade,
Da felicidade que não volta mais.
Do verde esperança, de um vale formoso,
Do tempo saudoso dos queridos pais.
Eu vivo sofrendo de tanta saudade,
De uma cidade, razão dos meus áis.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.

Eu tinha meu mundo na fonte do açude,
Na mansa quietude dos velhos quintais.
De um mundo de cores eu fui companheiro,
Foi tão passageiro mas lindo demais.
Me lembro até hoje com todo carinho,
Do sabiazinho, lá nos laranjais.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.

O dia em que a morte com sua inclemência,
Tirar minha vivência com outros mortais,
Imploro às pessoas, às quais considero,
Na campa só quero as iniciais.
Mas deixem na pedra bem fundo gravada,
De jeito que nada apaga os sinais:
"Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais".

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