Luz falsa


Venha para mim, meu doce anjo
Leite envenenado do peito devastado
Venha para mim, doce asfixia
Leite envenenado do peito devastado

Sua máscara oscila
Veja o que se contorce sob ela.

O riso de porcelana está quebrando, desenrola-se o incesto
Sua risada se espalha num bocejo, formação de um buraco negro

Afogado e o primeiro fôlego verdadeiro toma conta
Lavado num arrepio tão tranquilo, afunda mais.

Segure sua mão e a arrebente.

A profundeza do encanto é infinita
Descobre benção e serenidade no afogar.