A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei no meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar

Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá

Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
E com o mar
É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar

Diga espelho meu!
Se há na avenida alguém mais feliz que eu

O-lê-lê, ô-lá-lá,
pega no ganzê
pega no ganzá.

Nos anais da nossa História,
Vamos encontrar
Personagens de outrora
Que iremos recordar.
Sua vida, sua glória,
Seu passado imortal,
Que beleza
A nobreza do tempo colonial.

O-lê-lê, ô-lá-lá,
Pega no ganzê
Pega no ganzá!

Hoje tem festa na aldeia,
Quem quiser pode chegar,
Tem reisado a noite inteira
E fogueira pra queimar.
Nosso rei veio de longe
Pra poder nos visitar,
Que beleza
A nobreza que visita o gongá.

O-lê-lê, ô-lá-lá,
Pega no ganzê
Pega no ganzá.

Senhora dona-de-casa,
Traz seu filho pra cantar
Para o rei que vem de longe,
Pra poder nos visitar.
Esta noite ninguém chora,
E ninguém pode chorar,
Que beleza
A nobreza que visita o gongá.

O-lê-lê, ô-lá-lá,
Pega no ganzê
Pega no ganzá.

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