Andando nas estradas do sertão, vejo os passarinhos a cantar, me lembro das festanças de S. João e o milho na fogueira, minha mão na tua mão

O verde só aqui, só acolá, o sol queimando tudo e sem chover, mas no semblante do matuto véi, não falta esperança, de um novo amanhecer

O velho problema sempre volta, a mão de quem governa nunca está aqui, muito só se fala e nunca se faz, por isso me ajoelho e me ponho a pedir

Pai do Céu vem nos abençoar, protege o teu bom povo daqui
Que não tem nem mais com quem contar, mas nada abala sua fé, Pai vem nos acudir

Aqui não tem orgulho e nem pão, só o sol que racha nosso chão, manda a chuva pra nos socorrer, nosso gado e nossa cria luta pra sobreviver

A redenção irá chegar e o meu sertão vai festejar
Eu hei de ver água descer e o povo a Deus agradecer (2x)

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