Meninos-meninas, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade
Meninas-meninos, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade que mina
Em plena cidade menina!

No rock e no pagode, no bode, na rua, na casa
No prédio na praia, na praça com fogo na brasa
Vaza um estilo, um grilo
Um rosto disposto, um gosto de novo, um ovo, um povo
Que fala quando olha, pega, cega quando a boca cala.
Cala!

Filhos da velocidade, idade da diversidade
Ansiedade invade e a casa cai
Filhos da velocidade idade da diversidade
Ansiedade invade e muito mais
Mas muito mais que cores, saberes e sabores
Lisérgicos odores de um tempo-vento que vem
Vem no corpo um movimento, um grito, um sentimento
E um sol que sobe, sobe, sobe, sobe sob êxtase...
Cuidado para não cair... cuidado para não cair numa cilada
A estrada por aqui é esburacada sem placa, sem nada.

Meninos-meninas, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade
Meninas-meninos, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade que mina
Em plena cidade menina!

A tela de concreto corre pela cara
E para na retina para não pirar, para não pirar
O amor, um novo processador, um liquidificador
Renovador de ar que arde, aumenta a atividade
E aquece a flor da pele, fere
Canção que toca, abre, bate, fecha...
Chuta a porta, se é torta, não importa,
E não conforta, quase sempre é... quase sempre é
Sexo que vem chegando ao coração
Sexo escorrendo pelas mãos
Sexo que vem chegando ao coração
Sexo acelerado pelas mãos

Sabe os manos e as minas fazem planos!

Meninos-meninas, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade
Meninas-meninos, meninos-cidades
Cidades meninas, em plena cidade que mina
Em plena cidade menina!

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