A herança tribal mais evidente tá no dente por dente de todo gueto,
e nem precisa ser vidente pra saber que a chapa quente não vai ser suficiente no confronto com o império,
porque não é consciente. A cabeça que mais rola é a cabeça de nêgo...
como a Terra Prometida, tá bem longe o sossego.
A impotência contra o Estado se aprende desde a infancia:
é pau, é pedra contra a mira de longa distância.
E a esperança, essa é excessão, continua sempre sendo um em um milhão,
que vai ter pseudônimo de fulaninho ou fenômeno, e todo resto vai permanecer anônimo.
Colarinho branco, colarinho branco, dono de banco,
na Argentina foi death metal ao invés de tango, em todas calles que vão virando lares,
no Hemisfério Sul, ao longo dos sete mares.


(REFRÃO):
Adubale para Oya. Abubale
- banho de cheiro é proteção.
Adjá tocou, batá-cotô ecoou, batá-cotô ecoou,
amarrou minha oração.

Então, já não tem como esconder os estragos,
cresce, a passos largos,
a violência em Lagos e nos largos da Batata ou da Concórdia,
'cê há de concordar, tá no domínio da discórdia.
Como é que pode a coisa ficar assim? Chacina social que parece não ter fim!
E quando rola essas conversas, sempre o assunto acaba sendo em algum instante,
independente de quem tá junto, o asassinato do Sabota via Taurus ou Rossi.
Só que assim como a flecha que matou Oxóssi,
a bala cala o cara mas não cala a lenda,
e isso é impossível por a venda, ou tampouco se apagar,
ficar pra trás. A nossa parte a gente faz, essa vai pra ele,
e mais: dedico de coração a todos trutas,
que trincam na Urbália, Manguetown e Kalakuta.


(REFRÃO)


Aubale pra Oxossi e para Oya.

Vídeo incorreto?