Doze cascavéis


Doze cascavéis
leva meu cavalo
pela estrada.
E um par de cravos
ao pêlo prendíos
leva meu romera.

E a carreta que vai diante
mil campainhas leva soando.
E até as rodas
fazem seu cante,
porque os eixos
vão repicando.
Varal coberto com arrayanes,
toldo com céu de Andaluzia.
Que bom bracejam meus alazanes,
que não há carreta como a minha.

A estrada se há de flores
ao passo alegre das romeras.
Há madrigales, beijos e amores
nos caminhos e nas ladeiras.
Sob as asas do meu chapéu,
ai que bonita vai meu romera.
Vai derramando gracia e saleiro.
Parece sua a terra inteira.