ê, êta, boi dançador!
ê, boi dançador...
êta, boi!

eu ontem fui na roseira
pra colher flor do castigo.
flor já estava perfumada,
eu trouxe de volta comigo.
serenado em noite calma,
o gostar teu, fugitivo,
de algemas aprisionado
nas coxas do meu sorriso.

ê, êta, boi dançador!
ê, boi dançador...
êta, boi!

morena me dê teu cheiro,
morena, me queira bem
que o céu chora o ano inteiro,
chuveirando toda Belém.

e o meu boi chegou (retumbando de saudade),
e o meu boi chegou (dança, vó, não tem idade!)
o meu boi chegou (pro Arraial do Pavulagem)...

ê, boi dançador,
ê, boi dançador, ê boi, ê boi,
ê, boi dançador,
ê, boi dançador!

é no compasso do boi
que retumbou meu menino,
é no compasso do boi
que mundiei meu destino
e mundiando, e mundiando
eu vou chegando, eu vou chegando
e olha o boi, e olha o boi!
contemporâneo, atemporal, eletrônico.
sente o groove
primitivo, emotivo e sucursal, supersônico.
amazônico boi, amazônico...
amazônico boi, amazônico!

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