É lá, é ali que ela mora
É lá. Ô, é ali que ele mora
É lá que ela samba é lá que ela ginga
È lá que ela brinca no seu requebrado
È lá que ela mostra p quanto é faceira
È lá que ela deixa o malandro de lado
È lá que ela toca qualquer instrumento
È lá que ela bate na palma da mão
É lá que aflora o seu sentimento
È lá que ela brinca e segura o refrão
É lá, é ali que ela mora...
Todo mundo conhece a Maria do Samba
Que é gente bamba aqui do pedaço
Se o samba é a corda, ela é a caçamba
E sempre que samba não perde o compasso
No mexe e remexe das suas cadeiras
Tem muita malícia sem estardalhaço
Se envolve com o samba uma noite inteira
E quando termina nem sente o cansaço
É lá, é ali que ela mora...
Na manhã seguinte ao raiar do dia
Lá vai a Maria com outro gingado
E nem mais parece aquela Maria
Que ainda sambou um bocado
Na hora ela assume uma outra postura
E jura que é a Maria do Asfalto
E quando ela volta lá da sua lida
Se esquece da vida no partido-alto.

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