Disse a caneta pranchada não vem perto de mim não
Você tá suja de terra suja do chão
Sabe com quem tá falando veja sua posição
E não esqueça distância da nossa separação

Eu sou a caneta dourada que escreve nos tabelião
Eu escrevo pros governo as lei da constituição
Escrevi em papel de linho pros ricaço e pro barão
Só ando nas mão dos mestre, dos homem de posição

A inchada respondeu de fato eu vivo no chão
Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão
Eu vim do mundo primeiro quase no tempo de adão
Se não fosse o meu sustento ninguém tinha instrução

Vai de caneta orgulhosa vergonha da geração
Lá no alto da nobreza não passa de pretenção
Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não
É a palavra bonita que se chama educação

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