Tudo começa de manhã esqueço o cheiro da maca
Levanto devagarinho
Só pra ela não acordar as vezes deito no sofá
Mas ela pede um carinho

Diz que só saio do quarto depois de bater o ponto
Quando vou tomar café de fraqueza eu fico tonto
E na hora do almoço se eu não volto pra casa
Ela aparece por lá mais quente do que brasa
E vai chegando me agarrando, eu nunca vi tanta vontade
Diz que veio me dar um beijo, só pra matar a saudade

Eu to no fim, tem dó de mim, eu to fraquim
Eu to só o fio da lamparina
To só o quimba e ela quer que eu teja em cima
Eu ainda morro disso de tanto ela querer pimba.

De tarde estou naquela fadiga, então ela me liga
Já querendo saber
A que horas eu vou chegar, mas só pra disfarçar
Invento o que fazer

Que tem muito serviço, não vai dar pra ir agora
Pra tentar me salvar chego sempre em altas horas
Tiro o sapato na escada e subo na ponta do pé
Quando chego na cama chega junto a mulher
E e assim todo dia, e é assim todo mês
Ela sempre quer mais uma
Quando consigo uma vez.

Eu to no fim...

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