Filho bastardo de milhares de blues.


Bem, é quatro horas da manhã.
E eu estou batendo a sua porta.
Ela disse que está cansada de mim.
Não me quer mais aqui.

Ela disse para parar de mijar, se lamentar e gemer.
Vá dormir lá fora com os seus cachorros.
Agora, docinho, me deixe, por favor, explicar.
Porque eu não desejei à você nada errado.

Eu não quis te machucar, querida.
Não quis fazer aquilo com você.
Ela disse para morder seu labio, agora, doce criança.
Você é o filho bastardo de milhares de blues.

Bem, meu pai se foi no dia em que eu nasci.
E minha mãe eu nunca vi.
Eu nasci no banco de traz de um Cadillac preto.
E fui educado por uma rainha cigana.

E quando criança, eu era um inferno selvagem.
Cresci no olho da tempestade.
Na época em que eu tinha dez, eu estava passando meu tempo denovo.
Porque eu sabia pra que aquela arma servia.

Chorus:
Não, não, não. Eu sou o filho bastardo de milhares de blues.
Não, não, não. Não sei o que estou indo fazer.
Não, não, não. Eu sou o filho bastardo de milhares de blues.
Não, não, não. Me diga, mamãe, o que estou indo fazer.

Damas vieram e damas se foram.
mas há uma que eu me lembro muito bem.
Anos se passaram, mas a memoria dela persiste.
Mas a história eu não posso contar.

Bem, eu vive, e eu menti.
E eu amei e eu tentei
Por minha alma em bom uso.

Acho que estou, merda, fora de sorte.
Não, não, não. Me diga, mamãe, o que estou indo fazer.
Não, não, não. Não sei o que estou indo fazer.

Chorus, out