Por que tão sóbrio e não tão ébrio?
Por que tão sério e tão calado?
Por que então carregar meu fardo?
Sentir a dor de quem te odeia?
Fui convidado para sua ceia
Minha vontade era te exterminar
Matar, sangrar, depois beber.
Uma taça do vinho que você me deu

Por que tão santo e não capeta?
Por que não Baco ou então Tieta?
Por que não ser a um proxeneta?
Ou então Falo no jardim
Que obsessão por meros querubins
Como é que pode não pensar em mim?
Em delirar, fugir de si
Deixar de ser o eunuco e ser mais louco

Quem é que vai poder te tentar
Quando vai ver que viver não é nunca errar
Não posso mais foi a última vez
Eu vou partir

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