[Verso 1]
Mil razões, mil acções neste mundo tão perdido,
Hoje é relembrado, amanha já é esquecido/
Os pecados cometidos nem sempre são avaliados,
agora os culpados já se chamam de coitados/
Porquê, porque é que o gráfico não se mantém?
O destino não é apoiado por ninguém/
Pensava que o destino defendia o nosso bem,
mas as coisas quando acontecem é para o mal que vêm/
E ficas sem, fé, já nem ficas de pé,
A surpresa é fodida, não é?/
Porque o relógio da vida não tem controlo possível,
E o dia que tu vives hoje é imprevisível/
Basta um momento, um segundo para deixares o mundo,
E tudo em redor vai ao fundo/
No julgamento, as decisões são singulares,
Por isso, pensa bem agora quando acordares/

[Verso 2]
Nenhuma morte muda o mundo, nem o mundo muda a morte,
Na altura de misericórdia levas sempre um corte/
A linha de separação é curta demais,
Porque quando menos esperas as viagens são fatais/
É mesmo assim, o mundo às vezes é cruel,
Porque a vida trai-te quando ela deveria ser fiel/
Onde é que está o culpado? Onde é que está o
inocente?
Porque é que a vida não é justa para toda a gente?/
Será que existe o dia seguinte? Eu digo-te amanhã...
Aqui não há otários, nem é precisa mente sã/
Para saber que qualquer um de nós pode ser,
a próxima pessoa a morrer/
Tás a entender? Ou finges que não?
Para esta cena não encontras solução/
sei que isto é negativo, mas para mim é natural,
É que eu sinto o meu medo, isso é que é ser real.../

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