Nunca chore por mim
Não chore não
Que um dia eu volto
Pra te buscar
A partida e o caminho
Nas minhas mãos
E olhos da vida
A me vigiar
Eu percebo o destino sob os meus pés
E a saudade no peito agourando a solidão
O exílio e o aceno na estação
Incidem na voz um lamento de adeus
De quem vai se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier

É seguir cada qual a sina de agora
Desatino vadio da ilusão
O apito do trem apressa a hora
Marcando o compasso do meu coração
Cada rosto se expõe na dor que chora
Quando o sonho é varrido pela paixão
Já é tarde estou indo, eu vou embora
É que o choro arrocha o nó da canção
De quem vai se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier

Perdão dos amores desfeitos na tora
Arrancados no véu da contra-mão
Fizeram outono na minha história
Atraindo abono e a distração
Pelas ruas ganhei a pose e o disfarce
O abraço e o perigo da delação
Para a vida ofereço a outra face
E pra morte celebro a confissão
De quem vai se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier

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