Sombra do Desengano
Cateretê
Olhando o sol descambando na ladeira do poente.
Dei um balanço na vida suspirei profundamente.
Fechei os olhos e vi na tela da minha mente.
O meu passado voando e chegando ao presente.
Trazendo a felicidade, que no avanço da idade,
De mim ficou tão ausente.

Vi as pessoas queridas de quem eu sinto saudade.
Vi parente e amigos que foram pra eternidade.
Vi os amores que tive e vi com mais claridade.
A mulher da minha vida que um dia amei de verdade.
Novamente fui feliz, por rever tudo que fiz,
Na infância e na mocidade.

Nos prantos de alegria senti meu rosto molhado.
E vi sumindo da mente as lembranças do passado.
E vi meu triste presente onde vivo amargurado.
Sem ter alguém para amar sem ser por alguém amado.
Os golpes da ingratidão, deixaram meu coração,
Para sempre estraçalhado.

Não tenho mais esperança de rever meu ex-amor.
Em todo lugar que passo só vejo estrada sem flor.
É a sombra do desengano me segue por onde eu for.
Já não parti deste mundo porque sou um cantador.
A viola é minha defesa, com ela espanto a tristeza,
E alívio a minha dor.

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