As mãos calejadas,
Puxando a enxada,
Nas duras jornadas
Da vida que vai,
Seu punho de aço
Não sente cansaço
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

Um lar inteirinho,
Que é o nosso ranchinho,
Sustenta sozinho,
De tudo ele traz.
Seu pulso de pedra
Enverga e não quebra
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

É mão tão amiga,
Me poupa a fadiga,
Às vezes me castiga,
Se volto pra trás.
Me ajudam, me amparam,
Em busca da sorte
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

É mão com carinho,
Mostrando o caminho,
Tirando os espinhos
Que a vida nos traz.
O tempo passando
A idade chegando
Não eram mais fortes,
As mãos do papai!

O tempo caminha,
As forças definham:
Ficaram fraquinhas
As mãos do papai.
Eu sigo a jornada,
No fim do transporte
Com minhas mãos fortes,
Carrego meu pai!

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