Sou corisco que rasga o céu
Estou junto do meu capitão
Vou cantando a mulher rendeira
Xaxando com a cabruera
Seguindo na imensidão

Riscando o céu um corisco
Cortando o ar um zumbido
Brilhante segue o clarão
Na mata escura o estampido
Atravessando o sertão

Ele aparece sorrindo
No seu cavalo alazão
Girando prá todo lado
Num balé desengonçado
É cabra de lampião!

Foi feliz com seu amor
Amou com muita paixão
Homem selvagem e valente
Desarmado e sem perdão
Dadá criança inocente
Que encantou o capitão
Com seu olhar de menina
Acertou seu coração

Chorou a morte do amigo
Apagou-se lampião
Vingou e foi destruído
Deixou seu amor ferido
Sozinha e sem proteção.

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