É a mesma rua em que costumo sempre caminhar,
A mesma paisagem se encontra em seu lugar.
Mas há algo diferente que me envolve
a atenção,
É alguém ferido em meio a grande multidão.
Convocado sou a carregar o peso que
o fez cair.
Sigo o seu destino e então passo,
passo a passo, a refletir.

Ela cabe em meus ombros, eu consigo
carregar;
Tenho a impressão de que foi feita para mim.
A levo no caminho, mas quem morre
nela não sou eu.

Já cansados os meus braços,
prosseguir é tão ruim.
Longo é o caminho e não sei qual é seu fim.
Ao chegar o meu limite, entendo o
que aconteceu:
Meu sofrer termina e continua agora o seu.
Os meus braços tem descanso, mas os seus
não vão ficar assim.
E ofereçe, ao abrir seus braços, um abraço
para mim.

Meu caminho se completa quando cruza
com o seu;
Uma cruz completa o destino que me deu;
Me fez sentir o peso e chegar sem peso
algum a Deus.

A Deus.

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